Publicidade

Publicidade

Sexta-feira, 24 Maio 2013

Publicidade

Petrobras terá que fazer mudanças para atrair capital PDF Imprimir E-mail
( 0 Votos )
Petróleo e gás
Qui, 09 de Agosto de 2012 07:57

Desacreditada pelo mercado, a Petrobras terá de investir na transparência e no respeito aos acionistas se quiser viabilizar uma nova rodada de injeção de dinheiro, segundo analistas.

Mesmo com uma eventual trégua na crise atual, dificilmente a estatal conseguiria fazer hoje uma operação igual à de 2010, quando obteve R$ 120,4 bilhões.

Desde a capitalização, os investidores perderam de 23% (ação ordinária, sem voto) a 29% (preferencial, com voto). A estatal perdeu para a Vale o posto de ação mais negociada na Bolsa.

Apesar do caixa alto, a estatal precisará até 2015 de dinheiro do mercado para atender seu plano de investimentos, que consome R$ 50 bilhões anuais.

NOVO MERCADO

Para reforçar a credibilidade após o prejuízo, os investidores cobram uma ação agressiva de aproximação com mercado, como a adesão ao Novo Mercado, segmento de alta transparência da Bolsa, que só tem ações ordinárias.

A Petrobras, porém, está longe das exigências de transparência e de abertura de informações exigidas.

"Como maior companhia do país, a Petrobras deveria abraçar isso. Mas é uma realidade muito distante. Nem representante dos minoritários conseguimos eleger", disse Will Landers, gestor da Blackrock, a maior minoritária com 5% da estatal.

A Blackrock e a Polo Capital tentaram eleger em março dois conselheiros, mas foram voto vencido porque os fundos de pensão Petros (Petrobras), Previ (BB) e Funcef (Caixa), que também são minoritários, apoiaram a chapa do governo.

Com só ações ordinárias, o próprio governo ganharia com uma divisão mais equilibrada de dividendos.

Hoje, a diferença de preço entre as ações preferenciais e ordinárias é de apenas 3%. À época da capitalização, em outubro de 2010, a diferença era de 11,3%.

As ordinárias são mais caras porque têm direito a voto e, em caso de venda da companhia, um bônus extra no valor de venda.

A maior resistência é de parte do governo, que teme diluir sua fatia de controle e ser obrigado a abrir informações estratégicas.

"O controle não está em risco com essa mudança. O mercado cobra transparência porque a empresa perdeu muito valor", disse Ricardo Tadeu Martins, vice-presidente da Apimec-SP (associação dos analistas).

"É uma discussão importante para todas as estatais", disse Carlos Eduardo Brandão, conselheiro do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa).

Fonte: Jornal Floripa

Comentários (0)Add Comment

Escreva seu Comentário
pequeno | grande

busy
 

Mais recentes em Petróleo e gás

Notícias comentadas

Obras do alcoolduto em Uberaba começam em abril
minha profissao e pedreiro gostaria de fazer parte desta equipe obrigado
Obras do alcoolduto em Uberaba começam em abril
minha profissao e pedreiro gostaria que me dessem a oportunidade de fazer parte dessa equipe obrigado
CSP e térmicas podem receber gás natural
TSUNAMI NA INDÚSTRIA SIDERÚRGICA “Está tendo o efeito de um tsunami na indústria siderúrgica global, pressionando os preços em todas as regiões", disse Michelle
Siderurgia chinesa inunda o mundo de aço
TSUNAMI NA INDÚSTRIA SIDERÚRGICA “Está tendo o efeito de um tsunami na indústria siderúrgica global, pressionando os preços em todas as regiões", disse Michelle
Braskem e ETH puxam dívidas da Odebrecht
Somente o governo do PT não enxerga que o Brasil vive uma recessão. Quando grupos como a Odebrecht investe pesado no exterior é porque as coisas por aquí não vã