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Domingo, 5 Fevereiro 2012

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Nova empresa de Eike Batista pagará salário de banco para administradores PDF Imprimir E-mail
( 2 Votos )
Petróleo e gás
Qui, 04 de Março de 2010 08:35

Recém-criada e ainda em fase pré-operacional, a OSX, mais nova empresa do grupo do empresário Eike Batista, prevê que a remuneração de cinco diretores e nove conselheiros de administração some R$ 340,8 milhões neste ano. O valor supera os R$ 340 milhões que o Bradesco pretende pagar para seus quase noventa administradores em 2010.
Apesar de vultoso, o gasto da OSX, empresa de construção e operação naval, é quase todo em opções de ações, que serão exercidas ao longo de dez anos ou em caso de venda da companhia. Isso significa que os executivos embolsarão esse dinheiro de forma diluída, em uma década. Atração de talentos é considerado ponto crucial dos negócios de Eike Batista, empreitadas ambiciosas de megacompanhias a partir de oportunidades de negócios.
No Bradesco, R$ 110 milhões serão em salário fixo e outros R$ 170 milhões serão pagos por meio de benefícios previdenciários. A parcela variável, que pode não ser efetivamente distribuída, soma R$ 60 milhões.
Esse tipo de informação não era divulgado pelas empresas com detalhes até o ano passado. A obrigação da abertura a partir deste ano, por conta de regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), tem enfrentado forte resistência, culminando com uma liminar obtida pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-RJ), que suspende essa exigência para os associados.
O ponto de resistência dos executivos está na divulgação do ganho máximo, médio e mínimo dentro da diretoria e do conselho. O argumento daqueles que são contra está centrado no direito de privacidade e na segurança.
Mauro Cunha, presidente do conselho do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), lamenta a reação. "Transparência é um valor que veio para ficar e é essencial, dentro desse conceito, conhecer a estrutura de incentivo dos administradores das empresas." Para ele, a nova exigência da CVM está alinhada aos avanços registrados no mercado de capitais brasileiro nos últimos anos.
Um dos argumentos contra a divulgação é que a descrição da política de remuneração é mais importante do que a abertura dos salários.
Até o momento, pouco mais de quinze empresas já divulgaram suas remunerações e políticas, seja no Formulário Referência (o novo documento exigido pela CVM) ou na proposta para assembleia geral ordinária. Mas o preenchimento tanto da política quanto dos números tem deixado a desejar.
Com raras exceções, os textos sobre as políticas são vagos e descrevem objetivo óbvios como retenção de talentos. Em geral, não permitem uma análise adequada a respeito dos incentivos da administração e nem dos riscos dos acionistas por conta deles.
Edison Garcia, superintendente da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec), destaca que a demanda por informações sobre remuneração vem crescendo no Brasil e tem relação com o aumento da participação do investidor estrangeiro, que comprou de 70% a 75% das ações nas aberturas de capitais nos últimos anos. "Eles estão habituados a ter acesso aos dados individualizados", disse. "Não dá para ter governança na hora de vender ao investidor e não ter na hora de dar a informação."
Do lado dos números que estão sendo oferecidos pelas companhias, não há padrão no preenchimento do formulário, até porque a CVM ainda não divulgou o ofício-circular que vai detalhar como as empresas devem responder cada uma das informações solicitadas.
Isso dificulta a comparação entre os dados apresentados. A PDG Realty, por exemplo, não incluiu o pagamento baseado em ações ao informar a remuneração máxima, média e mínima. Gafisa, MRV e Inpar incluíram. Dessa forma, não é possível comparar os ganhos dos profissionais da PDG com as demais empresas.
O diretor jurídico da PDG Realty, Cauê Cardoso, informa que a companhia preencheu seu formulário conforme orientação da Associação Nacional das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e da CVM. "Se tivesse algo errado, o pedido de registro de oferta de ações não teria sido aprovado." A não inclusão se justificaria, segundo ele, porque o pagamento em ações não implica em desembolso de caixa, ao contrário dos salários e dos bônus. "Nosso objetivo era deixar o mais claro possível", afirma Cardoso.
Outro caso em que os números pouco falam sobre a política de remuneração é o da Inpar. Mesmo sem ter qualquer tipo de remuneração variável, o gasto da empresa com a diretoria sai de R$ 4 milhões em 2007, salta para R$ 16,1 milhões em 2008 e cai para R$ 2,8 milhões em 2009. Em nota, a empresa explicou que em 2007 o número de membros da diretoria foi aumentado para 15, "porque foi um período em que a InPar apresentou um crescimento do número de lançamentos, além de ser o ano da abertura de capital da empresa". No ano seguinte, esses 15 membros foram mantidos por quase o ano todo, mas reduzidos para quatro perto do fim do exercício, com a reestruturação imposta pela nova sócia Paladin Realty Partners e com a queda nos lançamentos.
Em relação à disparidade dos salários dentro de cada órgão, a nova norma de abertura dos já começa a mostrar que não há regra no mercado. A maior remuneração da diretoria do Bradesco supera em 175% o pagamento médio. Na M. Dias Branco a diferença é de 4%.
Na comparação entre a menor e a maior remuneração de diretoria, a Romi aparece com um relação de 19,8% em 2009. Esse índice é de 85% na Sabesp e de 81% na M. Dias Branco.
Segundo Garcia, a existência desses três dados - maior, menor e média - é determinante justamente para se verificar as distorções. "É de conhecimento público que um administrador de empresa aberta ganha muito mais do que a média do trabalhador brasileiro e até mesmo do que os mais bem pagos servidores públicos do país", disse, para refutar o argumento da segurança daqueles que não querem fornecer os dados.(Fonte: Valor Econômico/Fernando Torres e Graziella Valenti, de São Paulo)

Comentários (2)Add Comment
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admiração
escrito por julio cesar pacheco, outubro 24, 2010
Admiro tanto a história do Eike,garra,superação e espaço para tanto seus investidores e funcionários.Tenho 29 anos não tive muitas oportunidades mais me considero batalhador.Sou do Rio Grande do Sul.Sucesso!!!
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A luta junto com os tigres
escrito por Miguel Puttini, outubro 26, 2010
Com certeza o Eike e o maior nome em evidencias atualmente no globo.
Eu com 65 anos fui alto executivo em multinacionais e nacionais falando 5 idiomas e recentemente o Mandarim, apesar de em alta as atividades nas areas de petroleo/gas/en.alternativas/quimicas/ grandes obras gostaria de ser um de seus colaboradores
Abc
Mputtini

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