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Gasoduto em Iacanga deve operar em dois meses PDF Imprimir E-mail
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Petróleo e gás
Sex, 19 de Março de 2010 06:56

Lilian Grasiela
Iacanga - A distribuição direta de gás natural da Bolívia para Bauru pela concessionária Gás Brasiliano GBD, por meio de tubulação já construída, poderá começar a ser feita dentro de dois meses. Anteontem, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) a operar o ponto de entrega (city gate) de Iacanga (50 quilômetros de Bauru), ponto de conexão entre o produto que vem da Bolívia e a rede da Gás Brasiliano.
Pela autorização, a TBG poderá operar o city gate com vazão máxima de 990.000 Nm3 (medida de vazão em massa) por dia, até 8 de março de 2014, conforme o prazo estabelecido pela Licença de Operação emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Segundo a ANP, a autorização será cancelada no caso de não serem mantidas as condições técnicas necessárias à operação.
Por meio do assessor Ronaldo Kohlmann, a Gás Brasiliano informou que dependia da autorização de operação da Estação de Transferência (ou ponto de entrega Iacanga) para concluir as obras em um pequeno trecho que vai interligar a tubulação já concluída com o city gate.
“Nós já construímos a rede nossa de Iacanga até Bauru. Não está operando porque estávamos aguardando a TBG terminar a construção desse ponto de entrega e receber autorização”, explica. “É um conjunto de válvulas e tem um equipamento de medição e, nesse ponto, eles fornecem o gás para a Gás Brasiliano”.
Indústrias
Para que o fornecimento de gás natural às empresas de Bauru através da rede de polietileno construída pela Gás Brasiliano fosse antecipado, o assessor revela que a concessionária optou por realizar o transporte do produto comprimido, de Araraquara até Bauru, por carretas.
“Enquanto a TBG estava construindo esse city gate, nós já tínhamos construído a rede em Bauru e começamos a distribuir o gás na rede que construímos para alguns clientes usando o gás natural comprimido (GNC)”, conta. Com a operação do city gate, a distribuição passará a ser feita por uma tubulação entre Iacanga e Bauru.
A previsão é de que esse transporte direto (pelo gasoduto) comece a ser feito em dois meses. Na primeira etapa, apenas consumidores industriais de Bauru estão sendo contemplados.
“Em um primeiro momento, estamos abastecendo só empresas. Iniciando a operação a partir de Iacanga, nossa área comercial vai fazer um trabalho grande para abastecer residências, comércio, hotéis, postos”, informa Kohlmann. Um trecho de tubulação, que interliga Bauru a Pederneiras, está sendo concluído para que o município vizinho também seja beneficiado. Em uma segunda etapa, a rede da Gás Brasiliano também deve chegar aos municípios de Agudos, Lençóis Paulista e Barra Bonita.
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Redução de custos
O assessor da Gás Brasiliano, Ronaldo Kohlmann, confirma que os consumidores de gás natural atendidos pela empresa poderão ter uma redução de custos por conta da distribuição do produto diretamente pela tubulação, já que os gastos com transporte rodoviário não estarão mais incidindo sobre o preço do gás. A Gás Brasiliano ressalta no entanto que, como prestadora de serviço público, a exemplo das concessionárias de água e energia elétrica, está obrigada a pagar tarifas previamente fixadas pelo órgão regulador. Essas tarifas são reajustadas anualmente, todo mês de dezembro, em virtude da data de assinatura da concessão.
Segundo Kohlmann, eventualmente poderão ser cobradas tarifas intermediárias por conta de altas ou baixas no preço do gás no mercado internacional. Além disso, segundo ele, conforme tabela do órgão regulador, quanto maior o volume de gás consumido, menor é o preço unitário pago pelo consumidor.
A região noroeste do Estado de São Paulo é a área de concessão da Gás Brasiliano, conforme contrato firmado com a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp). O gás natural pode ser usado em residências, substituindo o gás liquefeito de petróleo (GLP), nos segmentos comercial e industrial, no lugar do óleo combustível, e em postos de gás natural veicular. (fonte: JCNet)

 

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