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Sexta-feira, 18 Maio 2012

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Petrobras lucra R$ 28,9 bilhões em 2009 PDF Imprimir E-mail
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Petróleo e gás
Seg, 22 de Março de 2010 07:25

Agência Estado
A Petrobras teve lucro líquido de R$ 28,982 bilhões em 2009, com queda de 12% em relação ao ano anterior. O desempenho, que teve forte impacto da valorização do real no ano, foi melhor do que o anunciado pelas suas concorrentes internacionais. Durante entrevista para anunciar o resultado, a companhia anunciou que vai investir de US$ 200 bilhões a US$ 220 bilhões entre 2010 e 2014. O plano para 2009/2013 previa US$ 174,4 bilhões.

"Esse foi o valor aprovado hoje pelo conselho de administração e vamos trabalhar agora para definir os projetos", disse o diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa. Ao final do período, a empresa espera ter atingido uma produção total de 3,655 milhões de barris de petróleo e gás por dia - 90% no Brasil.

Em sua última reunião como presidente do conselho, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, aprovou a revisão do orçamento de 2010 para R$ 88,5 bilhões, próximo aos R$ 85 bilhões que tinha divulgado na última semana. O conselho da empresa aprovou ainda a oferta de R$ 264,8 bilhões em projetos para o PAC 2, em elaboração no governo. O executivo não detalhou quais projetos serão incluídos no programa, que terá destaque para a área de exploração e produção, responsável por R$ 163,5 bilhões do total proposto.

Em 2009, a companhia investiu R$ 70,8 bilhões, com crescimento de 33% em relação a 2008. O balanço do ano passado confirma expectativas do mercado, que apostava em pouco impacto da queda do preço do petróleo nas finanças da estatal. Isso porque os preços dos combustíveis passaram o ano acima das cotações internacionais. O petróleo usado para produzir os combustíveis, porém, esteve mais barato do que no ano anterior, garantindo uma maior margem.

"Isso demonstra a consistência de nossa política de preços, que não transfere ao mercado doméstico a volatilidade do mercado externo e ao mesmo tempo mantém o caixa da empresa mais estável, compatível com a realidade de investimentos", comentou Barbassa

A manutenção dos preços, aliada à alta da produção, garantiria à companhia um resultado melhor do que em 2008. A "diferença básica", porém, foi o câmbio. Em 2008, por causa da queda de 30% do real ante o dólar, os ativos da estatal no exterior perderam valor em reais, com impacto negativo nas finanças. Em 2009, a valorização de 25% do real causou efeito contrário. "Os dois anos foram bem diferentes no que diz respeito ao câmbio."

A Petrobras fechou 2009 com dívida de R$ 100,3 bilhões, após um recorde de captação de R$ 74,3 bilhões no ano. Barbassa garantiu, porém, que o valor é administrável, uma vez que o prazo para pagamento foi alongado de uma média de 4,2 anos para 7,5 anos. "Há mais tempo para aumentarmos a geração de caixa e fazermos as amortizações”.

Fonte: Bem Paraná

 

 

 

 

 

 

 

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