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| China representa ameaça aos fornecedores do pré-sal |
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| Petróleo e gás | |||
| Qui, 18 de Agosto de 2011 06:14 | |||
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Entrada de produtos chineses no País, que se intensificou durante o período de recuperação da crise financeira de 2008 (quando o Brasil passou a se tornar alvo de investidores estrangeiros por ser considerado seguro e a grande quantidade de dólares deixou a moeda mais barata) e vem tirando mercado do setor automotivo, agora ameaça também o fornecimento da cadeia de petróleo e gás voltada ao pré-sal. Comentários (1)
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A milenar sabedoria chinesa já dizia que "não importa a cor do gato, se ele caçar os ratos", e isto pode ser traduzido, no campo político-econômico para: não importa se é capitalismo, socialismo, marxismo-leninismo, ou qualquer outro "ismo", se funcionar no sentido de melhorar o nível socio-econômico da população, retirando-os da miséria em que eles viviam, e ainda vivem, depois de décadas de exploração pelos ingleses e japoneses.
Esta estratégia foi posta em prática por Deng Xiaoping, líder do partido comunista chinês a partir do final da década de 70, e vigente até hoje, em seus pilares fundamentais, o que veio a constituir o chamado "socialismo de mercado" ou "socialismo com características chinesas", que nada mais é do que uma mescla de comunismo no campo político (partido único), mas um capitalismo no campo econômico (propriedade particular), com forte participação do estado nas empresas ("capitalismo de estado").
Os chineses abriram seu mercado para empresas estrangeiras, mas também exigiam a criação de "joint ventures" de modo a absorverem a tecnologia empregada por elas. Por outro lado, investiram pesadamente em educação, de modo que se tornava possível absorver a tecnologia, e depois incrementá-la com inovações chinesas próprias. Exemplos disso são HUAWEI, JAC MOTORS, dentre inúmeros outros casos.
O controle do câmbio é outro pilar fundamental, para manter a competitividade da indústria voltada para as exportações; financiamento estatal a taxas de juros reduzidas; criação de ampla e eficiente rede de transportes voltada para a exportação; baixa carga tributária; baixo nível de regulamentação trabalhista;
Tudo isso combinado, ao longo de mais de 30 anos, resultou no que vemos hoje: dominância dos chineses nos mercados de produtos industriais, tanto de baixo valor agregado quanto de alto valor, ainda mais com a reabsorção ao seu território de Hong Kong, em 2001, antes dominada pelos britânicos.
Como consequência dessa estratégia exitosa de longo prazo assistimos, em todo o mundo, ao avanço da conquista de mercado pelos produtos industriais chineses.
Parabéns a eles. Devemos aprender com eles e adotar algumas medidas semelhantes, isso se nossa indústria conseguir sobreviver até nossas autoridades acordarem para este processo de dominância insustrial chinesa, e resolverem mudar a balança a nosso favor.