Publicidade
Publicidade
Arquivo de notícias
Mais lidas em Petróleo e gás
- Sete BR e Ocean Rig acirram briga por pedido da Petrobras
- Vazamento em plataforma da Shell é o maior em 10 anos
- Licitação de gasodutos deve ficar para 2012
- Acidentes em plataformas de petróleo crescem 40% em um ano
- China representa ameaça aos fornecedores do pré-sal
- Petrobras não vê problemas de prazo para construção de FPSOs de Franco
- Petrobras considera "ridículo" Brasil consumir 2 mi de barris por dia
- Exploração do pré-sal exige novos materiais
- Petrobras investirá US$ 35 bilhões nos próximos cinco anos para ampliar parque de refino
- Novata com apetite de sobra para abocanhar pré-sal
Publicidade
| China representa ameaça aos fornecedores do pré-sal |
|
|
|
| Petróleo e gás | |||
| Qui, 18 de Agosto de 2011 06:14 | |||
|
Entrada de produtos chineses no País, que se intensificou durante o período de recuperação da crise financeira de 2008 (quando o Brasil passou a se tornar alvo de investidores estrangeiros por ser considerado seguro e a grande quantidade de dólares deixou a moeda mais barata) e vem tirando mercado do setor automotivo, agora ameaça também o fornecimento da cadeia de petróleo e gás voltada ao pré-sal. Comentários (1)
![]() Escreva seu Comentário
|
Mais recentes em Petróleo e gás
- 17/05 Resultados em águas profundas ainda em 2012
- 17/05 Caixa quer dobrar financiamentos para setor de petróleo em 2012
- 17/05 EAS já dispõe do certificado necessário para registrar o João Cândido
- 17/05 Petrobras perde liderança
- 16/05 Queiroz Galvão tem maior lucro entre as petroleiras privadas
- 16/05 P-55 apresenta problemas em estruturas, diz publicação
- 16/05 CE começa a explorar 1º poço em água profunda
- 16/05 Presidente da Shell critica metas do governo para conteúdo local no pré-sal
- 16/05 MPF-ES pede multa de R$ 50 mi para Transpetro por vazamentos
- 16/05 Boliviana YPFB diz que negociará 3 novos contratos com Petrobras
- 16/05 Petrobras rescinde contratos com a Delta no Comperj
- 16/05 Ministro dos Portos participa da marcha dos prefeitos
- 16/05 Alta do dólar não é boa para a Petrobras, diz diretor financeiro da empresa
- 16/05 Repsol inicia processo contra Argentina por expropriação
- 16/05 Método acelerará gasoduto em Itabuna
- 15/05 China e Grécia levam petróleo ao menor nível do ano
- 15/05 Marcha dos Prefeitos vai defender redistribuição dos royalties do petróle
- 15/05 OGX declara comercialidade de parte do campo de Waimea
- 14/05 Refinaria do Comperj pode ter novo atraso
- 14/05 Nova regra sobre royalties provoca perdas ao Estado do Sul
- 14/05 Austrália diz ter gás suficiente para 184 anos de produção
- 14/05 Crédito de R$ 358 milhões para parques eólicos no Ceará
- 11/05 'Novo' gás natural nos EUA atrai interesse da Braskem
- 11/05 Analistas estão pessimistas com Petrobras
- 11/05 Brasil quer intensificar parceria na indústria naval e de petróleo e gás com Cingapura
- 11/05 Conter vazamentos vira negócio para petrolíferas
- 10/05 Lupatech planeja ampliar presença em óleo e gás
- 10/05 Sérgio Machado deve deixar Transpetro neste mês
- 10/05 Após um mês, acaba greve no Comperj
- 10/05 Aterro sanitário: solução energética





A milenar sabedoria chinesa já dizia que "não importa a cor do gato, se ele caçar os ratos", e isto pode ser traduzido, no campo político-econômico para: não importa se é capitalismo, socialismo, marxismo-leninismo, ou qualquer outro "ismo", se funcionar no sentido de melhorar o nível socio-econômico da população, retirando-os da miséria em que eles viviam, e ainda vivem, depois de décadas de exploração pelos ingleses e japoneses.
Esta estratégia foi posta em prática por Deng Xiaoping, líder do partido comunista chinês a partir do final da década de 70, e vigente até hoje, em seus pilares fundamentais, o que veio a constituir o chamado "socialismo de mercado" ou "socialismo com características chinesas", que nada mais é do que uma mescla de comunismo no campo político (partido único), mas um capitalismo no campo econômico (propriedade particular), com forte participação do estado nas empresas ("capitalismo de estado").
Os chineses abriram seu mercado para empresas estrangeiras, mas também exigiam a criação de "joint ventures" de modo a absorverem a tecnologia empregada por elas. Por outro lado, investiram pesadamente em educação, de modo que se tornava possível absorver a tecnologia, e depois incrementá-la com inovações chinesas próprias. Exemplos disso são HUAWEI, JAC MOTORS, dentre inúmeros outros casos.
O controle do câmbio é outro pilar fundamental, para manter a competitividade da indústria voltada para as exportações; financiamento estatal a taxas de juros reduzidas; criação de ampla e eficiente rede de transportes voltada para a exportação; baixa carga tributária; baixo nível de regulamentação trabalhista;
Tudo isso combinado, ao longo de mais de 30 anos, resultou no que vemos hoje: dominância dos chineses nos mercados de produtos industriais, tanto de baixo valor agregado quanto de alto valor, ainda mais com a reabsorção ao seu território de Hong Kong, em 2001, antes dominada pelos britânicos.
Como consequência dessa estratégia exitosa de longo prazo assistimos, em todo o mundo, ao avanço da conquista de mercado pelos produtos industriais chineses.
Parabéns a eles. Devemos aprender com eles e adotar algumas medidas semelhantes, isso se nossa indústria conseguir sobreviver até nossas autoridades acordarem para este processo de dominância insustrial chinesa, e resolverem mudar a balança a nosso favor.