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Sexta-feira, 18 Maio 2012

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FIESC contesta aumento do preço do gás natural PDF Imprimir E-mail
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Petróleo e gás
Qui, 26 de Janeiro de 2012 06:40

A Federação das Indústrias (FIESC) vai encaminhar ao governador Raimundo Colombo um ofício solicitando que Governo do Estado, que é o acionista majoritário da SCGás, vete o aumento de 9,7% nas tarifas de gás natural para o setor industrial catarinense, protocolado na Agência Reguladora de Serviços Públicos de Santa Catarina (Agesc) na sexta-feira (20).

Para a Federação, o gás natural é um insumo importante na composição dos custos da indústria e que o aumento pretendido é prejudicial à competitividade do setor, já duramente afetada pela crise internacional.

No documento, a FIESC lembra que as tarifas foram reajustadas em 7,8% em outubro, menos de quatro meses. Dos 1,9 milhão de metros cúbicos de gás natural vendidos diariamente em Santa Catarina, 78% são consumidos pelo setor industrial.

Por outro lado, a companhia de gás alega que mesmo com o aumento médio de 7,16% autorizado em outubro, o valor é insuficiente em virtude do significativo aumento acumulado no custo de aquisição do gás boliviano registrado entre dezembro de 2010 e dezembro de 2011.

A SCGás justifica que o custo de aquisição do gás representa cerca de 70% da formação tarifária do produto, aumentou em 50% neste período, e como não foram feitos repasses no ano passado, levando a SCGÁS a registrar prejuízos contábeis em outubro e dezembro de 2011.

Fórum Sul

A elevação do preço do gás em Santa Catarina foi discutida por industriais durante reunião em Curitiba com as federações industriais do Paraná (FIEP) e do Rio Grande do Sul (FIERGS). O objetivo do encontro foi discutir a segurança no abastecimento de gás no Sul. "Estamos preocupados, pois não há plano de investimento na estrutura de distribuição ou alternativa para elevar o fornecimento na região", alega o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte.

Para o presidente, a construção do terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) que elevaria a segurança no abastecimento dos Estados do Sul foi para a Bahia. "As federações industriais devem realizar uma mobilização para que a questão receba maior atenção, afirma Côrte. Durante a reunião, as federações assinaram um manifesto conjunto requisitando ao governo federal mais investimentos na logística de distribuição de gás na Região Sul.

Além do manifesto, as três federações criaram um grupo de trabalho para estudar outras medidas a serem adotadas. As federações também irão envolver os governadores de seus estados e suas bancadas federais.

Participaram do encontro empresários, especialistas em energia e o presidente da Companhia Paranaense de Gás (Compagás). No Fórum foram definidas ações urgentes para garantir a ampliação do abastecimento no Sul do Brasil, região que vem sendo preterida nas políticas de investimento federal na área de distribuição.

O presidente da Federação de Indústrias do Paraná, Edson Campagnolo acredita que "situação não só inviabiliza o aumento no volume de abastecimento do combustível nos três estados como dificulta a atração e instalação na região de novas empresas."

Consumo

Segundo dados do Fórum Industrial Sul, a região consome 4,8 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, sendo o setor industrial responsável por 72% deste consumo. E a tendência é crescer. Porém, extraoficialmente, a Petrobras já informou que não fará novos investimentos em gasodutos no País, inviabilizando qualquer aumento de demanda.

O Paraná é o único Estado que ainda possui a capacidade de ampliar em 450 mil m³ o abastecimento de gás. Para Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a situação é ainda pior, pois a rede de gasodutos funciona no formato de "telescópio", ou seja, os gasodutos ficam mais finos à medida que avançam, reduzindo os volumes transportados. De acordo com o presidente da FIERGS, Heitor José Müller, "estamos praticamente travados pela falta de gás natural."

Outro entrave enfrentado pelos três estados diz respeito à falta de terminais marítimos para recebimento de Gás Natural Liquefeito (GNL), que poderiam suprir o aumento na demanda industrial.

Recentemente o Governo Federal iniciou a construção de três novos portos GNL no Brasil, mas nenhum deles na Região Sul. A situação se agrava pelo fato de que as companhias de petróleo não terão mais dutos marítimos para o escoamento do gás, e sim plantas flutuantes para produção de GNL.

Alternativas

Algumas alternativas foram definidas durante o encontro em Curitiba, como a construção de um terminal de GNL em algum porto da região sul; a substituição do gás natural utilizado para geração de energia nas termelétricas por carvão; o aumento na pressão do gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol), que ampliaria em 3 milhões de m³ diários a oferta do insumo na região (50% a mais do que é ofertado hoje), e a exploração e operação de novas reservas no litoral da Região.

Fonte: Economia SC

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