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Sexta-feira, 18 Maio 2012

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Reserva de gás pode ser 5 vezes maior PDF Imprimir E-mail
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Petróleo e gás
Qua, 08 de Fevereiro de 2012 07:08

O consórcio Cebasf, detentor do direito de exploração de gás natural no Bloco 132, na bacia do rio São Francisco, em uma área próxima a Morada Nova de Minas (região Central do Estado), confirmou que as reservas no local podem chegar a 30 trilhões de pés cúbicos, número mais de cinco vezes superior às estimativas iniciais, que apontavam 5,6 trilhões de pés cúbicos.

Se a nova projeção for confirmada, o potencial comercial da jazida será significativamente maior do que o esperado e pode até mesmo abrir precedentes para a diversificação da economia mineira. Ricardo Vinhas, diretor Comercial da Orteng Equipamentos e Sistemas Ltda, que opera o consórcio, revela que o grupo tem até 1º de março para finalizar o plano de avaliação da descoberta.

O grupo de empresas detentoras da reserva pediu a prorrogação do prazo de exploração após a confirmação inicial do dimensionamento da jazida. O objetivo é ganhar tempo na prospecção dos fornecedores estrangeiros dos equipamentos que serão usados no subsolo do local, que inclui uma fase de "fraturamento".

"Já estamos com o planejamento, do ponto de vista de fornecedores, bem adiantado. A maioria dos parceiros são empresas dos Estados Unidos", afirma Vinhas. O consórcio teve que ir ao mercado externo buscar fabricantes dos equipamentos necessários porque não existem fornecedores nacionais, considerando o tipo de perfuração que será feita no local.

O consórcio já divulgou que em apenas um pequena parte (400 quilômetros quadrados), que não chega a 14% do total da área de 2,9 mil quilômetros quadrados, as reservas vão de 176,5 bilhões metros cúbicos a 194,6 bilhões de metros cúbicos. A exploração comercial do gás encontrado nesta parcela da jazida pode gerar um faturamento em torno de R$ 5 bilhões.

Em toda a área, a estimativa inicial do Cebasf era de que a reserva chegasse a 8 milhões de metros cúbicos/dia, o que equivale a quase 30% dos 28 milhões de metros cúbicos de gás natural fornecido diariamente pela Bolívia, por meio do Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol). Porém, se os depósitos de gás forem mesmo mais de cinco vezes maiores, Minas Gerais terá capacidade para fornecer mais combustível do que o Gasbol só com este bloco.

O consórcio é formado pelo governo de Minas, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), com 49% de participação; pela Orteng Equipamentos e Sistemas Ltda (30%); Delp Engenharia (11%); e pela capixaba Imetame (10%).

A destinação do gás é de total autonomia de cada integrante do grupo, de acordo com a fatia correspondente. Neste sentido, o governo de Minas já afirmou que poderia destinar sua cota ao fornecimento do combustível para verticalizar a produção da nova fronteira minerária no Norte de Minas, com reservas estimadas em 20 bilhões de toneladas de minério de ferro.

Os direitos de exploração do Bloco 132 foram arrematados pelo consórcio na sétima rodada de licitações promovida pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em outubro de 2005. Além do Cebasf, possuem blocos exploratórios na região a Petrobras (seis lotes), a Geobras (nove lotes), a Tarmar Terminais Aeromarítimos (um lote) e a Petra Energia S/A (24 blocos). Esta última e a Petrobras já fizeram perfurações, em caráter de pesquisas e sondagens, em seus respectivos blocos, mas ainda não confirmaram a viabilidade da exploração comercial.

Fonte: Diário do Comércio/MG - Leonardo Francia

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