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Sexta-feira, 18 Maio 2012

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Energia é a principal fonte da dívida PDF Imprimir E-mail
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Petróleo e gás
Qui, 09 de Fevereiro de 2012 07:47

O endividamento da Triunfo foi de 3,32 (dívida líquida sobre Ebitda) ao fim do terceiro trimestre (dado mais recente disponível), o que a torna a empresa de capital aberto mais alavancada do setor de infraestrutura. O aeroporto de Viracopos, diz a companhia, não será o responsável por aumentar seu endividamento. O mesmo, no entanto, não é possível dizer sobre outros projetos da empresa. A alavancagem aumentará ainda mais antes de começar a diminuir e a empresa já cogita emissão de mais ações na bolsa.

O endividamento ainda tem certo fôlego até o número máximo considerado saudável por analistas, de 3,5, e a Triunfo já avisa que provavelmente usará pelo menos parte dessa margem. Isso porque está previsto que a alavancagem aumente devido à entrada nas contas, ainda neste ano, de um financiamento do BNDES para a Usina Hidrelétrica Garibaldi - com investimentos totais de R$ 760 milhões. Esse é um dos dois grandes projetos que compromete o resultado líquido da empresa - no terceiro trimestre, a Triunfo teve prejuízo de R$ 14,8 milhões.

Com 192 MW de energia instalada e 83,3 MW de energia assegurada, o projeto da usina venceu o leilão A-5 da Aneel em julho de 2010 e tem previsão de operação em meados de 2013. Só ao fim desse período é que começa forte geração de receita para a Triunfo no setor energético e o nível de endividamento pode ser aliviado. Até lá, a relação dívida líquida sobre Ebitda do setor de energia vai aumentar ainda mais dos atuais 6,05. É esse número que influi no endividamento total da empresa. No setor rodoviário, por exemplo, a alavancagem é de apenas 0,98.

Também influi nos números o projeto da controlada Maestra, de navegação de cabotagem, que tem hoje quatro navios e está em fase inicial de operação.

Já no setor portuário, o projeto inicial de Santa Rita, em Santos, passará para a propriedade da recém-criada Vetria Mineração - controlada pela América Latina Logística e com participação minoritária da Triunfo. Com isso, todos os eventuais investimentos no novo porto irão para o balanço da Vetria. Hoje, o endividamento do setor portuário é de 1,13 vez o Ebitda.

Já a alavancagem de Viracopos ficará em 2,7 vezes nos primeiros cinco anos. A empresa diz que isso ajudaria seu endividamento - hoje em 3,32. Mas a hipótese mais provável é que ela não seja consolidada no balanço, nem mesmo proporcionalmente.

Fonte: Valor

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