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Empresa canadense instalará nova usina hidrelétrica em Rio dos Cedros. Para isso, 46 famílias deixarão os lares RIO DOS CEDROS - Um investimento de R$ 120 milhões vai garantir a construção de uma hidrelétrica na localidade de Rio Esperança até o final do ano. O valor representa 10 anos do orçamento municipal, projetado em R$ 10 milhões. A empresa canadense Brookfield Energia Renovável é a responsável por instalar a usina. Ao todo, 46 famílias devem ser indenizadas. A empresa já obteve uma licença prévia da Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma) e aguarda a segunda aprovação para iniciar as obras. A área não está definida, mas a notícia já preocupa moradores. O prefeito Fernando Tomaselli (PP) se reúne terça-feira em Florianópolis com membros da empresa, que apresentará detalhes sobre o projeto. Segundo a Brookfield, durante a construção – que deve durar de 18 meses a dois anos –, a hidrelétrica deve gerar R$ 2 milhões em impostos para o município. A administração reconhece que será uma das maiores receitas do município de 10,2 mil habitantes, cuja economia se sustenta na indústria têxtil e metal mecânica. Por enquanto, os trabalhos se concentram no levantamento topográfico da área. A hidrelétrica promete gerar 27 megawatts, com capacidade para atender a uma população de até 100 mil habitantes. Apesar de a empresa ainda precisar de uma segunda licença, a instalação da hidrelétrica é dada como certa pelo prefeito. O poder público fará uma audiência com a comunidade para discutir a implantação. O estudo de impacto ambiental da obra só será feito depois que a área for definida. Moradores estão preocupados quanto ao processo de instalação. – Estou torcendo para dar errado. Não quero sair daqui, onde construi minha vida – argumenta a dona de casa Marinite Grande Rubrecht, 46 anos. Construção do empreendimento deve gerar 750 empregos A mãe dela, Miranda Grande, terá de deixar a casa onde mora pela segunda vez. Na primeira, a senhora de 82 anos foi indenizada para a construção da usina Palmeira, da Celesc, na mesma comunidade. – Esperamos que a empresa pague o que realmente vale nosso patrimônio. Dá uma pena sair daqui – reconhece o aposentado Ercide Agostini, 63. Não há prazo definido para a saída das famílias. A construção da obra deve gerar 750 empregos. Depois de concluída, 10 pessoas devem trabalhar na operação.
Fonte: Jornal de Santa Catarina/MAGALI MOSER
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