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Celesc suspende demissão voluntária para avaliar impacto de longo prazo PDF Imprimir E-mail
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Eletricidade
Qui, 22 de Abril de 2010 06:45

Às vésperas de mudança em sua diretoria, o conselho de administração das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) decidiu suspender o programa de demissão voluntária programado (PDVP) até que sejam melhor avaliados os impactos à longo prazo nos negócios da companhia. Até 31 de março, quando o prazo de adesão se encerrou, 1.617 trabalhadores haviam se inscrito no programa. O custo para o pagamento das rescisões contratuais em um prazo de oito anos é estimado em R$ 405 milhões.
A decisão foi anunciada na segunda-feira, depois de reunião extraordinária do conselho de administração. O encontro foi o último da composição que tem Glauco Côrte na presidência do grupo. Entre as deliberações, também foi apresentado o resultado da investigação sobre o pagamento de R$ 12 milhões feito à Monreal pelo diretor comercial Dílson Oliveira Luiz, afastado do cargo em fevereiro. De acordo com o presidente da Celesc Distribuição, Felipe da Luz, não foi comprovado que o dirigente tenha agido de má fé ou provocado dano às finanças da Celesc.
Dílson Luiz ficou afastado do cargo por 45 dias e com o aval do conselho de administração retoma as atividades nesta semana. Segundo Felipe Luz, o parecer de cerca de 300 páginas ainda será complementado por uma auditoria técnica.
"Houve manifestação de diversos conselheiros sobre a necessidade de projetar os efeitos do programa e compatibilizar os gastos com os resultados pela companhia", disse o presidente do conselho de administração, Glauco Côrte. Ele também destacou que os pedidos do Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina por mais informações sobre o PDVP também colaboraram para o adiamento.
"Há preocupação do Ministério Público sobre a necessidade de reposição de alguns cargos, já que se trata de um ano eleitoral e não se pode abrir novo edital para concurso público", diz Côrte. O assunto deve ser retomado no dia 14 de maio, data da primeira reunião com a nova diretoria do conselho já empossada.
No dia 30, os novos conselheiros da Celesc devem assumir os cargos. O investidor Lírio Parisotto, famoso pelas críticas à administração da companhia, é cotado para assumir a presidência. Além dele, Antonio Fernando do Amaral e Silva e Andriei Beber devem compor o conselho.
O PDVP é uma das medidas que a Celesc está tomando para adequar seus gastos à Aneel. Hoje, gasta cerca de R$ 200 milhões a mais do que a empresa de referência. Desse total, R$ 160 milhões são com pessoal.

Fonte: Valor Econômico/ Júlia Pitthan, de Joinville

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