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A capacidade instalada de geração hidrelétrica da China já é a maior do mundo, desde que todos os geradores da usina hidrelétrica Xiaowan, na Província de Yunnan, sudoeste do país, entraram em funcionamento na quarta-feira . A nova unidade em Xiaowan, de 700 mil quilowatts, elevou a capacidade total instalada de geração de energia hidrelétrica da China para 200 milhões de quilowatts e marca a conclusão do projeto da usina hidrelétrica Xiaowan, de 4,2 milhões de quilowatts, o segundo maior projeto hidrelétrico do país asiático, atrás somente do projeto das Três Gargantas. Com um investimento total de 40 bilhões de yuans (US$5,86 bilhões), Xiaowan é capaz de produzir 19 bilhões de quilovatts-hora por ano. Liu Qi, sub-diretor da Administração Nacional de Energia (ANE), considerou a conclusão do projeto um grande salto para a indústria hidrelétrica da China, após um século de desenvolvimento. A primeira usina hidrelétrica da China, a de Shilongba, foi construída há 100 anos próxima a Kunming, capital da Província de Yunnan. "O rápido desenvolvimento da indústria hidrelétrica é de grande significado para a otimização da estrutura elétrica da China e a redução de emissões de carbono", disse Sun Yucai, vice-presidente executivo do Conselho de Eletricidade da China. Na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática em Copenhague no ano passado, o governo chinês prometeu reduzir suas emissões de carbono por unidade do Produto Interno Bruto (PIB) entre 40% e 45% até 2020. Além disso, a China prometeu ter 15% da sua produção total de energia a partir de combustíveis não fósseis em 2020, em comparação com a taxa atual de 7,8%. Sendo a fonte de energia não fóssil mais competitiva, a hidrelétrica foi chave para a China atingir sua meta de redução de emissões, disse Sun. A China dependeu do carvão durante muito tempo para alimentar seu crescimento econômico, com 83% de sua energia elétrica produzida em usinas térmicas, de acordo com a ANE. Para atingir o mesmo nível de produção que a capacidade hidrelétrica instalada de 200 milhões de quilowatts, as usinas térmicas têm que queimar anualmente 288 milhões de toneladas de carvão, emitindo 855 milhões de toneladas de dióxido de carbono e 5,4 milhões de toneladas de dióxido de enxofre, segundo estimativas do Conselho de Eletricidade da China.
(Fonte: Agência Xinhua)
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