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Suez à espera de aval da Aneel para ampliar Jirau PDF Imprimir E-mail
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Eletricidade
Ter, 31 de Agosto de 2010 08:29

O consórcio Energia Sustentável do Brasil (ESBR) espera que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) libere no início de setembro o reconhecimento da elevação da energia assegurada na usina hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, para aumentar o número de turbinas da usina, das 46 unidades para 50, o que deve elevar a capacidade da usina de 3,45 mil MW para cerca de 3,75 mil MW.
Segundo o diretor de desenvolvimento de negócios da GDF Suez, Gil Maranhão, a ampliação vai gerar receita adicional de "centenas de milhões" (de reais), embora ainda não possa ser mensurada, já que depende do aval da Aneel.
A agência espera o fim da audiência pública sobre o tema, criado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), para definir o método de cálculo da energia excedente que poderá ser assegurada. A regra não será exclusividade de Jirau e pode ser usada em diversos projetos cujos pleitos já estão encaminhados. Há projetos que estão em fase de operação e outros em construção. "As novas máquinas só serão contratadas após o reconhecimento da energia assegurada adicional", disse Maranhão, que tem 50,1% do consórcio da usina de Jirau, acompanhado por Chesf (20%), Eletrosul (20%), Funcef (5%) e Camargo Corrêa (4,9%).
O objetivo é ter uma energia assegurada suficiente para bancar o investimento adicional na compra das quatro turbinas, de 75 MW cada. Na contratação inicial das obras civis, o consórcio já havia elevado o número de turbinas de 44 para 46 ao descobrir que havia mais água no local onde seria construída a usina.
"Estamos na expectativa de ter um posicionamento favorável. O governo tem que dar o máximo de si para não deixar fecharem as janelas de oportunidade, porque isso vai aumentar também o investimento da empresa, o que nem sempre é possível de se fazer", disse o executivo, após participar de palestra promovida pela Câmara de Comércio França-Brasil, no Rio.
No leilão de concessão, a ESBR venceu a licitação oferecendo 70% da energia no mercado cativo pelo valor máximo de R$ 71,40 o MWh. Os 30% restantes serão vendidos no mercado livre. A energia adicional produzida pelas quatro turbinas vão ao mercado livre. A Suez planeja entrar em novos leilões e já fechou, inclusive, parceria com fornecedores para participar dos processos do Rio Tapajós e de Teles Pires. Apesar de afirmar não ter tido problema com a sócia Camargo Corrêa na Jirau, Maranhão defende que construtores e bancos não façam parte do bloco de investidores, por uma questão de governança dos projetos.


Fonte: Valor Econômico / Juliana Ennes, do Rio

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