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Campinas - A CPFL Energia apresentou ontem na sede da empresa em Campinas o seu plano de contingência, que visa a detectar a atuação de suas equipes levando em conta níveis de ocorrências em função de instabilidades do clima e do tempo através de ventos e chuvas que podem ocasionar falhas no sistema de abastecimento de energia. Tudo isso é monitorado através dos centros de operação, localizados nos Estados de São Paulo e Rio Grande do Sul. Através do Centro de Operação do Sistema os operadores atuam para assegurar o abastecimento e a excelência do atendimento aos clientes das empresas do grupo.
No centro de operação do sistema , operadores certificados analisam, em tempo real, informações sobre o sistema elétrico das distribuidoras do grupo, bem como condições meteorológicas e desenvolvem complexas operações durante as 24 horas do dia, como despachos no sistema elétrico, planejamento de logística operacional e monitoramento dos sistemas de transmissão e distribuição. Toda operação impacta a vida de quase 20 milhões de pessoas e envolve uma infraestrutura de grandes proporções.
O gerente do departamento de controle operacional da CPFL Energia, Rodrigo de Vasconcelos Bianchi, explicou que atualmente a empresa conta com oito centros de operação posicionados estrategicamente nas cidades de Campinas, Ribeirão Preto, Bauru, Piraju, Jaguariúna, Sorocaba, Santos e Caxias do Sul. Segundo ele, está em estudo por parte da companhia a criação de um grande centro de operação para integrar todas as operações da empresa. "Aqui a gente opera linhas de transmissão e subestações na primeira linha desse centro, que basicamente operam todas as empresas do estado. Temos uma empresa localizada no sul do país que é a Rio Grande Energia (RGE), que fica baseada em Caxias do Sul, do Grupo CPFL Energia, mas não é operada por aqui. Tem o centro de operação dela. A distribuição são as duas linhas do meio do centro de operação, na qual a gente opera a região de Campinas, Americana, Piracicaba e circuito das Águas. Temos outros centros espalhados em Ribeirão Preto, Bauru, Sorocaba, Santos, Piraju e Jaguariúna que fazem a operação local. Esse centro de operação na distribuição opera a região de Campinas e na transmissão todas as empresas do Estado de São Paulo", explica.
Embora cada unidade funcione com autonomia, todos os centros seguem procedimentos padronizados e certificados e são dotados de sistemas de backup. Uma das principais metas dessa equipe é antecipar emergências.
Uma parceria com a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) e com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) garante o recebimento de dados de radares e previsão do tempo. "Quando ocorre interrupção relevante, o Centro de Operação recebe instantaneamente o alerta via sensores localizados na rede", diz Bianchi.
Nas telas do Centro de Operação as informações recebidas são integradas à base de dados georreferenciada, localizando com precisão a origem do problema e direcionando com agilidade as equipes em campo. A estrutura em que estão alocadas as equipes operacionais da distribuição compreende unidades denominadas Estações Avançadas.
O grupo CPFL Energia pretende investir no período de 2011 a 2015 cerca de R$ 4,5 bilhões em suas distribuidoras no Rio Grande do Sul e em São Paulo. O investimento envolve gestão e treinamento de equipes, rede elétrica, monitoramento, logística operacional e tecnologia. A CPFL Energia pretende tornar sua malha de distribuição mais robusta e automatizada. Somente em 2011 serão investidos R$ 921 milhões. A idéia é reduzir os danos causados na rede aérea ocasionados por fortes ventos, chuvas, por cerol de linha de pipa, queimadas e galhos de árvores que tocam a rede e podem provocar rupturas ocasionando interrupções no sistema de transmissão de energia. Para evitar tais transtornos, a CPFL está promovendo a substituição de sua malha de rede aérea nua por uma malha de redes multiplexadas e redes compactas (Spacer cable), que são menos expostas a interferências externas.
Do montante de R$ 4,5 bilhões, a empresa investirá R$ 215 milhões em projetos de Smart Grid (Redes inteligentes) até 2013. Dentro desse conceito as redes elétricas serão automatizadas e o consumo de energia será visualizado remotamente, ou seja, cada residência irá conversar com sua concessionária de energia e no futuro fornecer eletricidade para ela. Essas redes inteligentes serão capazes de detectar com precisão possíveis falhas nos ativos ou baixo desempenho, antecipando o problema antes mesmo que ocorra a interrupção de energia.
Entre as principais iniciativas em desenvolvimento no projeto de Smart Grid da companhia estão a implantação da Central de medição, na qual todos os consumidores do Grupo A composto por clientes industriais e comerciais de grande porte que serão telemedidos reduzindo os custos de leitura e identificando a falta de energia ou eventuais fraudes em tempo real
Fonte: DCI
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