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Alstom dá início à operação de novo laboratório de testes PDF Imprimir E-mail
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Eletricidade
Qui, 06 de Outubro de 2011 23:42

Governo tenta convencer empresa a investir no setor eólico

A Alstom, empresa do setor elétrico com sede em Canoas, montou um novo laboratório de testes de transformadores. Foram aplicados R$ 60 milhões que garantem novo patamar de produção e testes de transformadores de potência HVDC de 800 quilovolts de corrente alternada. A estrutura, que foi apresentada ontem pelos dirigentes do grupo, já testa equipamentos a serem instalados em subestações que integram projetos das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio no rio Madeira, cuja rede de transmissão mais extensa no mundo, com 2.375 mil quilômetros, interligará Porto Velho e Araraquara.

Um dos players mundiais no setor de componentes para parques eólicos, a Alstom, não tem planos de construir unidade ou implantar linhas para fabricar turbinas ou outras peças no Estado. O presidente da empresa no Brasil, Philippe Delleur, descartou ontem a intenção, mas garantiu o interesse em estreitar a relação com centros universitários para desenvolvimento de pesquisas e de recursos humanos. No evento que deu a largada oficial na operação de um novo laboratório da companhia, que tem planta de montagem de transformadores elétricos em Canoas, o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Cleber Prodanov, provocou publicamente o comando do grupo a ampliar os investimentos, incluindo o braço eólico.

A manifestação de Prodanov, que foi empregado da Alstom, quando ela se chamava Coemsa, no final dos anos de 1970, segue meta do governo atual de criar condições para montagem de um cluster no ramo de energia limpa. Hoje já existem parques de geração do insumo com origem eólica, que devem ser ampliados até 2014, totalizando quase R$ 5 bilhões em aportes e que colocarão o Estado entre os maiores produtores da energia a partir do vento. A fatia será de 18,3% da capacidade, alcançando mais de 1 gigawatt. "Queremos que a Alstom não fique apenas no atual investimento", indicou o secretário, que listou condições como a implantação de um parque tecnológico em Canoas para impulsionar a inovação.

Prodanov disse que integrantes do governo, como o secretário estadual de Desenvolvimento e Promoção de Investimentos, Mauro Knijnik, estão conversando com o grupo. O presidente da companhia esclareceu que o Estado não está sendo cogitado para ter outras bases produtivas, além do ramo de linhas de transmissão, expertise da planta gaúcha. A planta já ocupa sua capacidade instalada, impedindo ampliações. Além desta área, o grupo tem mais três braços - fabricação de turbinas e parques eólicos, componentes para usinas térmicas e para transporte ferroviário.

Mas Delleur apontou que a empresa pretende arrematar contratos de implantação de parques locais. "Não temos projetos para Canoas. Aqui a operação é bem específica. Mas podemos entrar no fornecimento de equipamentos. Já estamos conversando com as empresas que farão os investimentos", justificou o executivo. Em novembro, a Alstom inaugura a primeira indústria de turbinas eólicas no polo de Camaçari, na Bahia.

Tanto o presidente para o Brasil quanto o presidente mundial da Alstom Grid (como é chamado o ramo de transformadores), o francês Grégoire Poux-Guillaume, ressaltaram que a companhia está alinhada com os planos de crescimento do governo brasileiro.
Fonte: Jornal do Commercio (RS)

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