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SÃO PAULO - A Comissão de Valores Mobiliários está apurando a ocorrência de irregularidade na gestão da Inepar Indústria e Construções (IIC) por parte da controladora Inepar Administração, Bens, Participações e Serviços (IAP).
De acordo com despacho do superintendente de processos sancionadores Pablo Renteria, datado de ontem, os acusados têm até o dia 21 de novembro para apresentar sua defesa. O documento não fornece detalhes sobre o processo.
O presidente da Inepar Indústria e Construções e do conselho da administração, Atilano Oms, está entre os acusados. Atilano é acionista da IAP, ao lado de Jauvenal Oms, diretor comercial da ICC, e Mario Celso Petraglia, ex-diretor da empresa, que também são alvos do processo. O diretor da IAP, Natal Bressan engrossa a lista.
O processo sancionador investiga também Di Marco Pozzo e Cesar Romeu Fiedler, conselheiros da ICC e a Martinelli Auditores Independentes, representada por Carlos Alberto Felisberto.
De acordo com Dionísio Leles, diretor de relações com investidores da Inepar, a acusação diz respeito a um processo antigo, “provavelmente do começo da década”. Leles não soube informar o teor da acusação, mas garante que ela não diz respeito ao processo de reestruturação recente da companhia.
A IIC pretende incorporar a Inepar Energia (IE) para vender a participação que a controlada detém nas Centrais Elétricas Matogrossenses (Cemat), seu último ativo operacional, para quitar parte de uma dívida de R$ 620 milhões com o BNDES.
A incorporação deveria ter sido votada pelos acionistas no dia 5, mas a assembleia foi barrada pela CVM, que alegou que a controlada não teve seus interesses garantidos na avaliação das relações de troca, conforme estabelece o parecer 35 da autarquia.
A IAP detém 61,41% das ações ordinárias da IIC e a Credit Suisse Hedging-Griffo detém 6,24% dos papéis com direito a voto. Os 25,14% restantes estão no mercado.
(Fonte:Valor Econômico/Natalia Viri)
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