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América Latina gera receita de US$ 8,2 bi para GE PDF Imprimir E-mail
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Seg, 23 de Janeiro de 2012 06:46

Enquanto os negócios europeus desaceleram e pressionam os resultados globais da GE, a América Latina - com forte impulso do Brasil - é motivo de otimismo para a multinacional. Com crescimento de 30% em 2011, a região agora garante uma receita de US$ 8,2 bilhões para a empresa, grande parte gerada pela área industrial.

"A região tem ganhado importância, impulsionada pelos investimentos em infraestrutura", afirmou ao Valor o presidente da GE América Latina, Reinaldo Garcia.

A participação latina nos negócios globais da empresa ainda é pequena: hoje a região representa cerca de 5,5% do faturamento total da GE. Mas o crescimento tem sido claro: em 2010, essa participação era de 4,2%.

Com 47 fábricas em cinco países na região (México, Brasil, Argentina, Colômbia e Venezuela), a GE tem ganhado com a área industrial, que apresentou avanço de 36% no ano passado, excluindo os impactos da venda da unidade NBC Universal e da participação em um banco na Costa Rica. Hoje, a multinacional tem US$ 12 bilhões na carteira de pedidos, um número recorde. Globalmente, são US$ 200 bilhões em pedidos.

"O Brasil é o maior negócio da região", enfatizou Garcia. Em 2011, a subsidiária brasileira registrou faturamento de US$ 3,7 bilhões, um crescimento de 53% na comparação com o registrado em 2010, quando os resultados somavam US$ 2,4 bilhões. São 12 fábricas no país, cujos negócios geraram pedidos de US$ 4,2 bilhões no consolidado de 2011.

Grande parte desse desempenho veio da área de energia da GE, que apresentou US$ 1,7 bilhão em novos compromissos para projetos eólicos e de turbinas a gás no país. Um dos últimos investimentos anunciados pela empresa é uma fábrica de turbinas para geração de energia eólica, que receberá investimentos de R$ 45 milhões.

O desempenho latino-americano acompanha o destaque dos emergentes nos negócios da GE. Esses países têm crescido bem mais do que as operações globais da empresa. No quarto trimestre do ano passado, por exemplo, o segmento industrial da GE avançou 10%, enquanto essa área nos países emergentes cresceu 25%.

Para dar mais autonomia e acelerar o crescimento desses países, no início do ano passado a GE criou uma nova sede em Hong Kong. A sede passou a trabalhar diretamente com a matriz em Fairfield, nos EUA, como uma estratégia de dar independência para as operações emergentes, que respondem por cerca de 25% dos negócios da multinacional.

A decisão tem uma razão. Nos resultados apresentados na sexta-feira, a companhia registrou queda de 2% na receita, que somou US$ 147,3 bilhões. Quando se excluem os efeitos da venda da NBC Universal, verifica-se uma alta de 7%. O desempenho foi pressionado pela desaceleração das economias europeias. "Estamos reestruturando os negócios na Europa para refletir as condições do mercado", afirmou o presidente mundial da GE, Jeff Immelt, em relatório.

Para a América Latina, a companhia prevê crescimento de mais de 10% nos próximos três anos. Avanço inorgânico também está previsto. "Criamos um grupo de desenvolvimento de negócios para analisar oportunidades", disse Garcia.

Fonte: Valor Econômico/Vanessa Dezem | De São Paulo

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