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Cemig nega atraso na transmissão de Belo Monte PDF Imprimir E-mail
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Eletricidade
Seg, 30 de Janeiro de 2012 22:32

RIO – O presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Djalma Bastos de Morais, afirmou nesta segunda-feira que o leilão da linha de transmissão da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, não está atrasado. O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, afirmou hoje que a licitação deverá ser realizada no fim do ano ou no início de 2013. Segundo Morais, o governo está dando prioridade para o leilão da linha de transmissão de Teles Pires, no rio Teles Pires, em Mato Grosso, que mais adiante irá se complementar às linhas de Belo Monte. A Cemig planeja participar dos dois leilões.

“Teles Pires não pode atrasar porque o projeto de geração precisa da linha de transmissão. Qualquer que seja a antecipação que venha a ser dada de geração, é de fundamental importância que a linha esteja viabilizada”, destacou. "Se o governo liberar Teles Pires para março ou abril, está dentro do cronograma para ser viabilizada a tempo de transportar a energia gerada.”

Morais afirmou que a empresa vai participar do leilão de energia A-3 (projetos de geração que deverão iniciar operação no prazo máximo de três anos), previsto para março deste ano, mas não revelou números. Segundo ele, a companhia tem “anseio” de ser um dos dois maiores players de energia do país, até 2020. “Dizem que mineiro só tem três qualidades: inteligência, beleza e modéstia”, brincou o executivo, lembrando que hoje a companhia, no setor de energia, está atrás apenas da Petrobras e da Eletrobras. “Qualquer projeto que venha a agregar valor nós tentamos entrar.”

A Cemig está trabalhando em um projeto de pesquisa e desenvolvimento de energia solar, em parceria com a empresa Solaria, na cidade de Sete Lagoas, em Minas Gerais, de 3 MW de potência. Segundo Morais, é o primeiro projeto de energia solar no país em que haverá uso comercial. O projeto conta também com a parceria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e os investimentos somam R$ 40 milhões. A expectativa é de começar a obra em março e começar a operar a partir de julho.

Stefano Michelstadter Júnior, da gerência de análise e coordenação regulatória da Cemig, afirmou que a companhia continua acompanhando o mercado externo, depois de perder a disputa por participação da portuguesa EDP. “Estamos sempre olhando”, disse.

Fonte:Valor Econômico/Marta Nogueira

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