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Para a Chesf, é cedo para falar em atraso na transmissão de Belo Monte PDF Imprimir E-mail
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Eletricidade
Seg, 30 de Janeiro de 2012 22:39

RIO – O presidente da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), João Bosco de Almeida, afirmou que é cedo para falar em atraso da linha de transmissão da hidrelétrica de Belo Monte, que está sendo construída no Rio Xingu, no Pará. A Chesf tem 20% do consórcio Norte Energia, para a construção da usina, e, segundo o executivo, a empresa planeja participar também do leilão de transmissão. Almeida destacou que o projeto soma investimentos de R$ 3 bilhões e será necessário incluir várias empresas transmissoras, por ser um investimento muito grande.

“Eu entendo que esse sistema de transmissão será tocado por uma grande parceria entre os principais agentes que temos hoje no mercado”, disse Almeida. De acordo com ele, primeiro será concluído o leilão para a transmissão de Teles Pires, no rio Teles Pires, em Mato Grosso, que no final vai complementar Belo Monte.

“A usina está começando ainda, temos tempo. A primeira máquina da usina deve entrar em funcionamento em 2015. Temos quatro anos para tocar a transmissão”, explicou Almeida.

O executivo admitiu, no entanto, que há risco de atraso, por causa da complexidade do empreendimento e das populações que vivem nas áreas por onde passará a linha. “O problema é sair com as licenças ambientais e lidar com outras questões, como patrimônio histórico e desapropriações. A construção da linha em si, com a engenharia que nós temos, não é problema.”

Almeida destacou que os órgãos ambientais do Brasil tiveram muitos ajustes em suas estruturas para fazer licenciamentos. “Se nós retomarmos o início dos leilões, você vai ver que os prazos de licenciamento eram uma confusão. Mas hoje as coisas já começam a acontecer mais rápido”, afirmou.

Fonte:Valor Econômico/Marta Nogueira

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