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Números preliminares divulgados na noite de ontem revelaram o Rio Grande do Norte como o estado campeão no leilão nacional de fontes alternativas de energia, com o maior número de parques eólicos vencedores e o maior volume negociado de energia, entre os que estavam na disputa. Ao todo, 30, dos 50 parques que deverão fechar contrato de comercialização, estão projetados para o estado. Juntos, os empreendimentos terão potência instalada de 817 Megawatts (MW) ou de 373,5 MW médios, o que representa mais de 60% do total negociado. Os projetos exigirão entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5 bilhões em investimentos até 2013, quando a energia começará a ser fornecida. A cifra promete movimentar a economia de cidades do interior, como São Bento do Norte, João Câmara e Areia Branca, onde os parques deverão sair do papel. A geração de empregos nessas áreas também deverá ganhar força, diz o coordenador de Energia do estado, Tibúrcio Batista Filho. Só na implantação dos quatro projetos emplacados pela Galvão Energia (Dreen), a 148 Km de Natal, serão criados 400 postos de trabalho, garante o presidente da empresa, Otávio Silveira. Júnior SantosCoordenador Tibúrcio Batista destaca geração de empregosCoordenador Tibúrcio Batista destaca geração de empregos Projetados para o município de São Bento do Norte, os parques da Galvão custarão R$ 400 milhões à companhia. “Esses são nossos primeiros projetos a conquistar contratos de longo prazo. E ter um contrato de longo prazo é fundamental para uma empresa decidir tirar um investimento desse porte do papel”, diz Silveira. Os parques da Galvão Energia e os das demais empresas que comercializaram energia no leilão – grupo que inclui nomes de peso como Iberdrola e Chesf - assinarão contratos com duração de 20 anos com distribuidoras de energia elétrica do Brasil. No caso dos projeto da Galvão, a potência instalada somada chega a 94MW, o suficiente para atender uma cidade de 500 mil habitantes, e é só parte das investidas da companhia no estado. “Temos de 150 MW a 200 MW de projetos em desenvolvimento em São Bento do Norte. Eles estão com medições em andamento e em busca de obter licenças e autorizações para que possam participar dos próximos leilões de comercialização”, diz o presidente. O preço de comercialização da eólica no leilão foi, segundo ele, um dos pontos altos da disputa, porque reforçou que essa fonte de energia tida, até um ano atrás, como a mais cara entre as alternativas, é competitiva. De acordo com o diretor da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) para as regiões Norte e Nordeste, Pedro Cavalcanti, os preços de comercialização variaram de R$ 130,50 a R$ 137,70, enquanto chegaram ao mínimo de R$ 139 para biomassa e de R$ 142 para Pequenas Centrais Hidrelétricas. “Isso mostra que a energia eólica está indo em direção ao que o governo busca, que é energia de qualidade a um preço justo, mas também a competência dos investidores para formatar seu modelo de negócio de modo a deixá-lo competitivo”, observa. A Bahia foi o segundo estado com mais energia eólica negociada. Foram 325 MW. Em seguida vieram Rio Grande do Sul (225 MW) e Ceará (150 MW). O leilão de fontes alternativas de energia foi dividido em quatro fases. Nas duas primeiras foram contemplados projetos de biomassa e nas duas últimas as três fontes de energia participantes. Até o fechamento desta edição, a última etapa do certame ainda estava em curso, o que significa que os números para o Rio Grande do Norte poderão ficar ainda maiores.
Fonte: Tribuna do Norte (RN) Natal
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