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Usina vai utilizar como matéria básica uma espécie de capim parecido com a cana, mas de produção mais rápida e processo simplificado. Grupo também estuda expandir atividades com energia eólica, com 17 torres de estudos em três estados Tunay Peixoto - 27/08/2010 02:00 A Endesa, multinacional de energia elétrica detentora do controle acionário da Companhia Energética do Ceará (Coelce), vai investir em uma usina de biomassa a partir de vegetais no Complexo Portuário e Industrial do Pecém. A produção da energia a partir do capim limão deve ser iniciada até novembro, segundo o diretor de Comunicação e Relações Institucionais André Moragas. Já a usina deve operar plenamente dentro de seis ou sete anos, segundo o executivo. “Estamos em prospecção de terreno para a produção, mas iniciamos até o fim do ano”, garante o diretor. Segundo ele, são necessários cerca de 10 mil hectares, contínuos ou não, para o cultivo da matéria prima. A Endesa vai ser responsável por toda a cadeia, desde o plantio do capim até a distribuição da energia gerada. Moragas ainda não possui estimativas de investimentos nem de quantos empregos devem ser gerados. Esse vegetal, semelhante à cana de açúcar, não gera bagaço, o que o torna mais vantajoso porque diminui as etapas do processo. De acordo com o diretor, “o consumo de energia no Brasil vai subir”, e é nesta perspectiva que o grupo quer crescer no Brasil. “Detemos apenas 4% de geração e 1% de distribuição. Esta não dá pra aumentar, depende de todo um sistema, mas a possibilidade de crescimento é na geração”. Esses números e o grande potencial natural para geração de energias alternativas tornam o Brasil o principal mercado para a expansão do grupo, recentemente adquirido pela estatal italiana Enel. “O Brasil é a bola da vez na economia mundial e a menina dos olhos da Endesa”, comenta Moragas. Além da usina de biomassa a ser instalada, o Grupo tem no Brasil a Coelce; a usina térmica a gás Endesa Fortaleza, “que já opera na sua totalidade”, segundo o diretor; a Ampla, responsável pela distribuição de energia em 66 municípios do Rio de Janeiro; a hidrelétrica Cachoeira em Goiás e a transmissora Endesa Cien, no Rio Grande do Sul. Somente as duas distribuidoras possuem 15 milhões de consumidores. Na América Latina, o Grupo atua na Argentina, Chile, Colômbia e Peru, onde detém entre 16% e 33% de participação na geração de energia. SAIBA MAIS 100% DO CEARÁ COM ENERGIA ATÉ DEZEMBRO COBERTURA O Estado vai ter energia elétrica na totalidade do seu território até dezembro. Segundo a Coelce, o Ceará possui 97% de cobertura, um dos índices mais elevados do País. Para localizar os imóveis, ou unidades consumidoras mais afastadas, a empresa utiliza o sistema de georrefereciamento para localizar as unidades via satélite. O Governo Federal determinou que até o fim do ano, todos os imóveis do Brasil devem ter o serviço. EÓLICA Além da biomassa, a Endesa visa ampliar a participação também em energia eólica. Segundo Moragas, o grupo faz atualmente “medição de mercados”, por meio de 17 torres de estudos da capacidade energética dos ventos nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. EXPANSÃO O diretor também afirmou que mesmo com as mudanças no controle acionário em âmbito mundial, que antes era de capital espanhol, “não há a menos possibilidade de venda da Coelce”. “Estamos muito bem posicionados e estruturados, o nosso crescimento vai ser a partir dos ativos já existentes”, assegura.
Fonte: O Povo (CE)
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