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A Defesa Civil Estadual prepara para a próxima semana um relatório sobre a denúncia de risco de vazamento na Pequena Central Hidrelétrica (PCH) de Arvoredo, no Oeste do Estado. Hoje, acontece uma reunião entre o gerente de Prevenção do órgão, Paulo César Knihs, o geólogo do Centro Universitário de Estudos e Pesquisas Sobre Desastres da UFSC, Juan Antonio Flores, e o engenheiro do Departamento Estadual de Infra-estrutura (Deinfra), Yann Pizzolatti. De acordo com Knihs, a situação da barragem será discutida com base nas observações feitas no local e nas informações sobre a construção da PCH. Na próxima semana, deve ser confirmada a necessidade de outros especialistas avaliarem a infiltração entre a rocha e a estrutura de concreto, que teria chamado a atenção e preocupado a população e o poder legislativo. – A princípio, pelo que foi observado, a situação está dentro da normalidade, mas precisamos analisar melhor para uma conclusão mais exata – diz Knihs. O gerente da Câmara de Energia da agência, Marcelo Prestes, explica que foi feita uma fiscalização no local em abril, mês em que a PCH entrou em funcionamento, e na época foi constatada a infiltração. A PCH havia sido notificada e respondeu dentro do prazo de 15 dias que estava buscando uma solução. A agência não definiu um prazo para que o problema fosse resolvido. Uma nova fiscalização deve ser feita no local em 21 de outubro, segundo Prestes. Caso ainda haja infiltração, a Agesc poderá emitir um auto de infração contra a empresa. O diretor de Operações da PCH, Valmor Vazen, diz que não há risco de rompimento da barragem. Ele explica que no início de agosto foi concluída uma injeção de calda de cimento na estrutura, sem precisar esgotar o lago, e uma nova injeção deve ser feita em setembro. A expectativa é que, com a segunda aplicação, o problema esteja resolvido.
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Fonte: Diário Catarinense/JULIANA DEBEI | Arvoredo
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