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Estado do CE reduz capacidade de atrair projetos PDF Imprimir E-mail
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Energias alternativas
Ter, 31 de Agosto de 2010 07:57

Até evento do setor, o Estado não conseguiu captar e perdeu para o Rio de Janeiro que tem pequeno potencial eólico
O Ceará tem mais um motivo que mostra o declínio de sua capacidade de atrair investimentos em energia eólica. Além dos resultados dos leilões de fontes alternativa e de energia de reserva, realizados na semana passada, o Estado também deixou de sediar o Brazil Windpower, congresso e feira inserido no padrão mundial de eventos voltados à energia eólica, com foco no mercado latino-americano que tem início hoje, no Rio de Janeiro. A revelação, e indignação, é do vice-presidente da Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), Lauro Fiuza. "Era nosso desejo, trazê-lo [o Windpower] para nossa terra, o Ceará. Porém, como santo de casa não obra milagres, estamos levando este evento para o Rio de Janeiro. Incrível, o Rio de Janeiro tem um potencial [de energia eólica] bem pequeno", afirma o dirigente, por e-mail direcionado a reportagem.
Para ele, o Ceará perdeu "total atratividade do setor eólico". "O Ceará está em uma "situação triste", no aproveitamento do potencial de energia eólica, diante dos demais estados brasileiros. "Somos o Estado de maior potencial de energia eólica do Brasil, porém estamos perdendo feio na disputa de contratos de venda de energia, que possibilita o desenvolvimento de parques em nosso território, trazendo além da segurança energética, grandes investimentos na implementação das usinas, com geração de emprego e renda para nosso povo", dispara Fiuza, ao comentar os resultados dos leilões. "O Ceará, pioneiro no estudo e investimento nesta área, tendo três vezes mais potencial que o estado vizinho do Rio Grande do Norte, nos últimos três anos, ficou para trás no desenvolvimento deste potencial, conseguindo somente 5,4% dos parques habilitados neste leilão, ficando portanto muito atrás do Rio Grande do Norte, da Bahia e do Rio Grande do Sul". No leilão de fontes alternativas, foram cinco parques de 92 habilitados. No de energia de reserva, nenhum entre 96.
Para ele, o Ceará está indo na contramão do resto do mundo. "Vamos continuar desperdiçando esta riqueza que dispomos, perdendo este aproveitamento de tão grande importância para nosso desenvolvimento?".
Fiuza diz que, no caso do Windpower, a Abeeólica conseguiu garantir um evento internacional no Brasil, mas o Ceará não demonstrou interesse. "Pedíamos audiência com o governo do Estado e não éramos atendidos", relembra. "Daí, levamos para o Rio de Janeiro".
Tendências
A programação do evento prevê debate entre especialistas sobre as tendências para o futuro do setor eólico no México, na América Central e na América do Sul; a perspectiva global, o cenário político regulatório do mercado brasileiro; e benefícios energéticos e macro-econômicos da energia eólica. O financiamento de projetos eólicos, as questões ambientais no desenvolvimento da energia eólica no Brasil, a inserção do setor na transmissão e distribuição, e os próximos passos para gerenciar o crescimento e superar obstáculos, são os destaques da programação na sexta-feira. Para o presidente da Abeeólica, Ricardo de Maya Simões, a realização do Brazil Windpower 2010 coloca o País no mapa global do desenvolvimento da energia eólica. A feira terá a presença de mais de 20 patrocinadores e 50 expositores, apresentando novidades técnicas e projetos dos principais atuantes dos segmentos de engenharia, consultoria e construção; além dos fabricantes de aerogeradores de grande porte, de peças e componentes. Praticamente todos os profissionais empreendedores, desenvolvedores e geradores de energia eólica confirmaram presença, tanto no congresso quanto na visita à feira. Expectativa de público é de 1.200 pessoas.


Fonte: Diário do Nordeste (CE)/CAROL DE CASTRO

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