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Fornecedores fazem nova rodada de negociação com vencedores de leilão PDF Imprimir E-mail
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Energias alternativas
Qui, 02 de Setembro de 2010 06:22

SÃO PAULO - Uma semana depois dos leilões de energia de reserva e de fontes alternativas, que adicionaram 2 mil MW em projetos de energia eólica à matriz energética brasileira a partir de 2013, os fabricantes de aerogeradores começam a fazer uma segunda rodada de negociações com seus clientes. Estima-se que ainda há cerca de 800 MW descontratados em razão da continuação das conversas sobre os termos contratuais decorrente dos lances abaixo do esperado pelo mercado para a geração eólica.

Segundo o diretor presidente da Wobben Windpower-Enercon, Pedro Angelo Vial, a perspectiva é de fechar contratos firmes em breve. Ele não revela qual é a sua expectativa, mas afirma que o volume contratado será menor que o verificado no primeiro leilão de eólicas realizado em dezembro de 2009, quando a empresa vendeu aerogeradores que somam potência instalada de 478 MW.

"Esse leilão surpreendeu todo o mercado ao registrar lances baixos, que chegaram próximo de R$ 120 por MWh, e por isso eu diria que há 800 MW de potência descontratada", afirmou o executivo, para quem não é possível saber como foi possível oferecer lances tão baixos já que o valor dos equipamentos não apresenta diferença muito acentuada entre os diversos fornecedores que aqui se instalaram. Esse volume representa cerca de 40% do total vendido.

Empresas como General Electric (GE) e Alstom também não informaram o volume de contratos. Ambas disseram, por meio de sua assessoria de imprensa, que ainda não têm o balanço de negócios gerados pelos leilões. Na contramão dessa tendência está a Impsa Wind, que anunciou a contratação de 450 MW de potência instalada somente nos leilões da semana passada. A companhia, por meio de sua subsidiária Wind Power Energia (WPE), assinou contrato de venda de geradores com empresas que participaram do segundo leilão de fontes alternativas (A- 3). Além disso, a Energimp, empresa controlada pela própria Impsa e pelo Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS), vendeu projetos que somam 270 MW. Junto com a Chesf, subsidiária da Eletrobras, a empresa vendeu outros 180 MW.


Fonte:DCI/MAURÍCIO GODOI

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