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Rio Grande do Norte, Ceará e Rio Grande do Sul possuem os projetos de energia eólica com maiores potenciais de geração de energia habilitados, de acordo com dado da ABEEólica - Associação Brasileira de Energia Eólica.
Somando a participação das regiões nas duas vendas públicas, o RN lidera, com 6.577 MW, à frente do Ceará, com 4.257MW e do Rio Grande do Sul, com 3.262 MW.
Atualmente, o RN tem 1.077,9 MW garantidos em sua matriz energética eólica. Os parques de Macau (1.8 MW) e Rio do Fogo (49.3 MW) já estão em funcionamento.
Já Alegria I e II, localizados em Guamaré, estão tecnicamente habilitados a gerar 151.8 MW, somando os 657 MW arrematados no leilão do ano passado e 218 MW contratados à Bioenergy.
Essas são perspectivas animadoras dentro da discussão das energias renováveis, mas que dependem de ações fortes por parte do Estado para garantir as conquistas. Entre elas, investimentos em infraestrutura portuária para receber os equipamentos necessários à construção dos parques eólicos, já que a tecnologia é totalmente importada. O tema energias renováveis será discutido, nos dias 14 e 15, durante seminário que a UFRN realizará, através da Pró-reitoria de Extensão Universitária, em parceria com a TV Universitária e jornal TRIBUNA DO NORTE. No dia 20 haverá debate com os candidatos a governador.
Wilson Lage, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da UFRN e especializado em energias alternativas, mais especificamente energia eólica e solar, considera investimentos em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias nacionais nessa área fundamentais.
A UFRN já tem em funcionamento, desde o começo deste ano, um núcleo específico para as chamadas energias alternativas, como a eólica, solar e biomassa, desmembrando a estrutura inteira em duas – uma relativa a petróleo e outra de energias renováveis.
Antigamente era núcleo de estudos em petróleo e gás, mas foi ampliado por decisão da Reitoria, seguindo uma tendência mundial. Da mesma forma, o Centro de Tecnologias do Gás (CTGás) acrescentou à sua sigla (ER) Enegias Renováveis.
Na UFRN, o que era Centro de Tecnologia e Gás passou a ser Núcleo de Pesquisa em Petróleo e Energias Renováveis. Apesar dos esforços investidos em energia a partir da biomassa e dos biocombustíveis, no RN a energia eólica é a grande vedete do momento.
“Está provado que o RN é um dos melhores estados, juntamente com o Ceará, em termos de potencialidade para a energia eólica”, diz Wilson Lage. O RN o dono do maior número de projetos no primeiro leilão - 33% de todos os projetos aprovados no primeiro leilão de eólica, ou seja, 1/3 de todos os projetos.
Para Lage, já houve progressos interessantes na tecnologia da eólica, sobretudo no aumento das pás do aerogerador, o que aumentou a produção. Mas ele reconhece que é preciso a Universidade correr com as pesquisas. “Já existe um certo amadurecimento dessa tecnologia perfeitamente estabelecida na Europa e outros recantos do planeta. Agora, esse processo deve chega ao Brasil com maior visibilidade”, afirma.
O Brasil possui 65% do potencial instalado para geração de energia eólica da América Latina. Hoje, o país conta com 45 parques, que somam 794 MW de potência - o que equivale a apenas 0,7% da matriz energética brasileira. Essa energia é capaz de abastecer 600 mil residências ou uma cidade com 3 milhões de habitantes. Fonte:Tribuna do Norte - Natal
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