Publicidade

Publicidade

Publicidade

Empresa "sem BNDES" tem juro maior PDF Imprimir E-mail
( 0 Votos )
Geral
Qua, 25 de Agosto de 2010 08:07

Taxa paga por pessoas jurídicas a bancos comerciais sobe para 28,7% em julho, diz BC; banco estatal cobra 6%
Crédito ao consumidor também fica mais caro; taxa de 167,3% no cheque especial é a maior em um ano
DE BRASÍLIA - As empresas sem acesso ao crédito subsidiado do BNDES (banco estatal de desenvolvimento) foram as que mais sofreram com a alta dos juros bancários em julho.
Segundo dados do Banco Central, a taxa média paga pelas empresas aos bancos comerciais subiu para 28,7% ao ano, a maior desde abril de 2009.
As maiores altas foram verificadas nas modalidades desconto de duplicata e conta garantida. Nessa última, a taxa anual de 91,8% é a maior desde abril de 1999.
O custo do crédito no BNDES, por outro lado, tem como referência a TJLP, que está hoje em 6% ao ano.
O crédito ao consumidor também ficou mais caro no mês passado. Apesar de a taxa média anual ter ficado praticamente estável, houve alta no cheque especial (167,3%, a maior em um ano), no crédito pessoal (42,2%) e no financiamento de veículos (24%).
A alta dos juros se deve à elevação do "spread" bancário -parcela que embute custos, riscos e o lucro das instituições financeiras. O BC afirma, no entanto, que esse aumento não está relacionado ao comportamento dos bancos, mas à piora no perfil dos seus clientes.
"Às vezes as taxas sobem por razões justificadas. As grandes empresas liquidaram seu endividamento no crédito livre e foram para o direcionado [do BNDES]. As empresas que estão buscando empréstimos no segmento livre hoje têm risco mais elevado", disse Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do BC.
DIVERGÊNCIA
A avaliação do governo é que a alta dos juros é pontual e que a inadimplência, que ficou estável em julho, voltará a cair.
O economista Alexandre Andrade, da consultoria Tendências, discorda. Para ele, os juros devem subir nos próximos meses para consumidores e empresas, reflexo da alta da taxa básica (Selic) promovida pelo BC desde abril. Com o encarecimento do crédito, a inadimplência deve aumentar.
Andrade diz ainda que a recuperação do crédito sem subsídios para as empresas vai depender do comportamento do BNDES, já que as taxas cobradas pela instituição estão abaixo do custo de captação dos bancos.
"Ao conceder essas linhas de capital de giro, o banco atrai os melhores tomadores. E as empresas que não têm as mesmas condições acabam ficando à mercê do crédito livre", afirmou Andrade.
Reportagem da Folha mostrou que o BNDES concentrou suas operações de empréstimos desde a crise de 2008 em 12 grandes empresas, como a Petrobras. Banco do Brasil e Caixa também possuem concentração de empréstimos acima do verificado no setor privado.

Fonte: Folha de S.Paulo/EDUARDO CUCOLO

Comentários (0)Add Comment

Escreva seu Comentário
pequeno | grande

busy
 

Notícias comentadas

Poços do pré-sal registraram as maiores produções de petróleo do país
Há um grande engano quando se fala em produção nos poços do pré-sal.A Petrobrás ainda não tem tecnologia para produçaõ no pré-sal. Essa produção é na região ond
OGX encontra pré-sal em águas rasas de Santos
Se são águas rasas não é pré-sal. Tudo que está na bacia de Santos fala-se em pré-sal e não é verdade. Nem a Petrobrás está ainda tirando óleo do pré-sal.
Primeira presidenta da Petrobras é funcionária de carreira da estatal
O Conselho de Administração e o povo brasileiro não devem permitir que a Graça Foster seja alçada a Presidente da Petrobras. Lugar de corrupto, ímprobo e arroga
RN ganhará mais 14 parques eólicos
Gostaria de saber quais as cidades no RN que foram contempladas com o último leilão, juntamente com as respectivas Companhias e capacidade.
Investidores querem usinas no CE
GOSTARIA DE INFORMÁ-LOS QUE EXISTE EM SÃO PAULO À MAIS DE CINCO(05) ANOS, UMA EMPRESA QUE DETÉM A TECNOLOGIA DE GERAÇÃO DE ENERGIA ATRAVÉS DA INCINERAÇÃO DO LIX