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Estaleiro de Eike Batista vai para o Rio PDF Imprimir E-mail
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Qui, 18 de Novembro de 2010 05:51

FLORIANÓPOLIS - Os golfinhos venceram e os moradores das praias do Norte da Ilha não precisam mais se preocupar. O Estaleiro OSX, um empreendimento de mais de R$ 2,5 bilhões e 14 mil empregos, não vai ficar em Santa Catarina. O bilionário Eike Batista anunciou a decisão de instalar a unidade de construção naval no Rio de Janeiro.

Até o final da tarde de ontem, o Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade (ICMBio) anunciava que o seu presidente, Rômulo Mello, havia decidido adiar para 15 de dezembro a divulgação do parecer do órgão, desde o início do processo contrário à instalação do estaleiro em Biguaçu.

Às 19h27min de ontem, a OSX, empresa do Grupo EBX dedicada ao setor de equipamentos e serviços para a indústria de petróleo e gás natural, divulgou fato relevante ao mercado anunciando que vai instalar a subsidiária no Porto do Açu (RJ). A decisão da empresa considerou o estágio avançado de análise técnica pelo órgão ambiental do Rio de Janeiro.

Segundo a secretária do Meio Ambiente do Rio, Marilene Ramos, será marcada uma única audiência pública para janeiro. A partir da audiência, Marilene calcula que entre 30 ou 45 dias o órgão possa dar a licença prévia.

– A área já é um complexo portuário e industrial, tem baixa densidade demográfica. Com uma análise da área é possível dizer que existe uma “pré-viabilidade” no local – garante.

Em SC, a Fatma teria que aguardar o parecer do ICMBio e depois deliberar com o Ibama para chegar a um veredicto, processo que demandaria outros 30 dias, pelo menos.

Eike Batista parece ter levado em conta o posicionamento contrário de segmentos da sociedade catarinense. Segunda-feira, numa conversa descontraída com o procurador-geral do município de Biguaçu, Anderson Nazário, que havia pedido o estaleiro em Biguaçu por meio do Twitter, Eike escreveu: “Não é o que os catarinenses querem”.

O Grupo EBX anunciou ainda que estuda o desenvolvimento de outros empreendimentos na área adquirida em Biguaçu.

OS PASSOS DA POLÊMICA
- Setembro de 2009: O bilionário Eike Batista apresenta o projeto de construção do estaleiro em Biguaçu
- Dezembro de 2010: concluídos os estudos de impacto ambiental
- Abril: O ICMBio, responsável pelas unidades de conservação federais, apresenta parecer contrário à instalação em Biguaçu
- Maio: a OSX protocola na Fatma um novo relatório, com alternativas para os problemas apontados
- Junho: O ICMBio mantém o parecer contrário à construção
- Julho: ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, cria um grupo de trabalho para estudar os impactos
- Um parecer é entregue ao presidente do ICMBio, Rômulo Mello, no dia 12 de novembro
- Ontem: Mello disse que só divulgará a decisão em dezembro

Fonbte: Diário de Sana Catarina/simone.kafruni

Comentários (2)Add Comment
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Isto é um absurdo
escrito por Parker, novembro 18, 2010
Santa Catarina sempre será um hiato entre Rio Grande do Sul e Paraná, em quanto não tiver uma bancada forte de políticos preucupados com o desenvolvimento do estado,deixar estes ecochatos influenciar na economia do estado, isto é um absurdo.Perderam a oportunidade de estarem na rota dos grandes estaleiros que contribuem para uma melhor qualidade de vida de pessoas com melhores salários, mais desenvolvimento intelectual, novas tecnologias etc.Mas infelizmente o peixinho e o pirão nosso de cada dia venceu.
0
...
escrito por Norberto Marcher-Mühle, novembro 18, 2010
Parabéns às forças representantes do atraso e da estagnação. Uma vez mais sairam "vitoriosas" em manter a região da Grande Florianópolis e o Estado de Santa Catarina à margem do desenvolvimento, por meio do "terrorismo" ecoxiita, do apelo aos medos mais profundos do ser humano e da pregação pseudo-protecionista radical. Infelizmente mais uma vez perdeu-se a oportunidade de discutir (no sentido dialético da palavra) racionalmente o formato do desenvolvimento econômico que queremos para a região - ao invés disso o que se viu foi a fúria irracional da ecoteocracia. As futuras gerações cobrarão de nós atitudes em prol do desenvolvimento a da melhoria geral da qualidade de vida, o que não inclui só as estrelinhas do mar e os golfinhos, mas também o ser humano que, por incrível que possa parecer aos ecochatos, faz parte, sim, do ecossistema. A "vitória" de agora custará caro no futuro. O medo venceu a esperança. Lamentável.

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